Leilão de Arte Contemporânea na Sotheby’s

A temporada de leilões blockbusters está aberta. Novembro é o mês dos leilões mais concorridos do ano. E a Sotheby’s foi a primeira a soltar os catálogos, coisa que não é do feitio deles. O deles acontecerá dia 13 e 14 de novembro.

Rothkos, Warhols, Richters à parte, o que me chamou a atenção nesse leilão é que nossas Meninas Superpoderosas, Adriana Varejão e Beatriz Milhares, estão ficando cada vez mais “mainstream”. Seus preços estão se sustentando em um bom patamar e elas estão virando figurinhas carimbadas nos leilões de arte contemporânea, saindo um pouco da pecha de “latinoamericanas”.

O nosso controverso, mas genial, Vik Muniz já aparecia regularmente, até porque ele surgiu em NY.

Olha que maravilhoso esse quadro da Milhazes…

BEATRIZ MILHAZES

Estimate: 700,000 – 900,000 USD

248.9 X 318.8 cm.

 

E esse tríptico da Varejão… Nada mais bacana.

ADRIANA VAREJÃO

Estimate: 600,000 – 800,000 USD

Cada: 201 X 127 cm.

 

 

 

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Leilão em BH: Vitor Braga

O único leilão que vale a pena acompanhar em BH é o do Vitor Braga. O cuidado que ele faz o leilão o destaca e o deixa entre os principais do país.

O leilão será dia 12 de novembro, terça feira, no Ceasar Business no Belvedere.

Vamos aos destaques:

IVAN SERPA

Série Mangueira OST

93 x 74 Datado 07/05/1968

Ass. verso Com documento de certificação emitido pelo filho do artista

160 mil

ARCÂNGELO IANELLI

Geometrias em gradações TST

130 x 100 1988 ACID e verso

Registrado no Instituto Ianelli

120.000

 

IBERÊ CAMARGO

Casal Lápis de cor e têmpera

70 x 46 ACID Porto Alegre 1988

Reproduzida no catálogo da exposição do artista

68.000

 

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Muchachos, vem aí o leilão da Christie’s

Teremos o leilão semestral de arte latino americana na Christie’s dia 20 e 21 de Novembro. Acho esse rótulo muito ruim, já que coloca em um mesmo balaio arte de países tão díspares como o México e o Brasil. Mas vamos em frente, já que ali vemos o que o mundo gosta de negociar da nossa arte. Nesse leilão temos Mira Schendel, Ianelli, Mabe, Ernesto Neto, Vik Muniz, Nelson Leirner, Sandra Cinto, etc…

Como sempre muitas obras do Botero e do Cruz-Diez com preços se sustentando…

Carlos Cruz-Diez (Venezuelan b. 1923)
Physichromie No. 652
70 x 70 cm 1973        $100,000 – $150,000

Fernando Botero (Colombian b. 1932)
Nun Eating an Apple
oil on canvas
101.5 x 91.5 cm. 1981  $500,000 – $700,000

Mais algumas obras interessantes:

Nelson Leirner (Brazilian b. 1932)
Sem titulo from the series Assim é … Lhe Parece
119.7 x 198.1 cm  2003. 1/3      $12,000 – $18,000

$15,000 – $20,000

Paulo Climachauska (Brazilian b. 1962)
Projeto moderno I Bienal
permanent marker on MDF (medium-density fiberboard)
183.2 x 137.4 cm 2004.

$20,000 – $30,000

Ernesto Neto (Brazilian b. 1964)
Topolo Volupia
Lycra tulle, glass seed beads
96.5 x 86.4 x 119.4 cm.
2007.

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Livro: Caveat Emptor

Adoro ler e ler sobre o que a gente gosta é melhor ainda. Por isso tenho muitas dicas de livros sobre arte.

Dessa vez indico o livro de um famoso falsificador de obras de arte: Ken Perenyi. Ele descreve em detalhes como ele fazia para que os quadros parecessem ter centenas de anos. As molduras e as craqueluras dos quadros eram pensadas e executadas com maestria.

Ler o livro dá um dor no coração de saber que ele enganou tanta gente, mas temos que saber  desse lado da história também.

O livro ainda está só em inglês e se chama Caveat Emptor e foi lançado agora em agosto.

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Ladrões de Obras de Arte não são muito espertos

Temos a imagem que ladrões de obras de arte são charmosos, dirigem Aston Martins e voam em planadores como hobby. Espera aí, esse que descrevi é o Thomas Crown, do filme A Arte do Crime. Quem nunca viu, corra para ver, é um dos meus filmes prediletos.

Essa imagem é totalmente fora da realidade. Segundo um agente do FBI especializado em arte, os ladrões ficam tentados em roubar obras de arte depois de ver os preços astronômicos que elas atingem. Mas esquecem que vender um quadro, por exemplo, requer que se tenha dele a procedência e autenticidade. Nunca um ladrão vai conseguir isso. Então esses ladrões ficam com um mico na mão!

Eles não são nada espertos… Vale a pena ler a reportagem (em inglês):

http://qz.com/16290/art-thieves-are-terrible-businessmen/

 

 

 

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Michelangelo e o Teto do Papa

Depois de ler o magnífico O Julgamento de Paris de Ross King sobre os salões de Paris e o surgimento do impressionismo, resolvi olhar outros livros do mesmo autor. Me deparei com o Michelangelo e o Teto do Papa. Esse já traduzido ao português. Menos interessante que o outro, mas do mesmo modo recomendado, principalmente para quem pretende ir ver a Capela Sistina.

 

 

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Mercado Aquecido

É quase um contrasenso dada a letargia da economia mundial. Mas o mercado de arte continua aquecido ao redor do mundo.

A conjunção de taxas de juros baixas ao redor do mundo com a aversão ao risco tem feito com que “investidores” prefiram comprar ativos que retem valor como obras de arte.

Se não houvesse esse “consenso” que arte mantem seu valor ao longo do tempo, não veríamos um mercado tão pujante, já que outros mercados de luxo sofreram de certo modo com a crise.

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